Cidade que Queremos promove passeio para descobrir o centro histórico de São Paulo através da Literatura

Trata-se de uma “Jornada de Aprendizagem” cujo objetivo é resgatar uma cidade  onde os fatos históricos foram esquecidos. Escolhemos a literatura como ponto de partida e fizemos uma pesquisa histórica sobre escritores  que viveram e produziram num raio de 1 km da praça da Sé, marco zero de São Paulo. A partir destes fatos, recontamos a história sobre perspectiva da Literatura.

Pateo do Collegio

Possui 25 mil volumes , Entre os materiais raros estão: a primeira edição dos Sermões de Padre Antônio Vieira; coleção de escritos dos jesuítas desde o século XVI (como as cartas originais do Padre José de Anchieta e manuscritos do jesuíta italiano João Antonil); documentos sobre o processo de canonização do Padre José de Anchieta (cujos originais encontram-se no Vaticano). No acervo encontram-se livros cujas capas foram produzidas com canela preta – madeira quadricentenária encontrada durante a demolição do Palácio do Governo em 1953. Alguns dos livros estão em língua portuguesa e em latim. E, ainda, amplo acervo fotográfico sobre o cotidiano do clero brasileiro, de processos de construção de obras jesuítas, de eventos políticos, religiosos e sociais.

1) Encontro no  Monumento no Pateo do Collegio:
cbn_passeioliterario2) Prédio na Praça da Sé, onde funcionava a editora de Monteiro Lobato, ninguém sabia que Monteiro Lobato havia sido escritor durante um ano…

Monteiro Lobato editor

 

“Editar é o que existe de mais sério para um país. Editar significa multiplicar as idéias ao infinito, e transforma-las em sementes soltas ao vento, para que germinem onde quer que caiam”, dizia Monteiro Lobato, convencido da importância do livro na construção e consolidação da cultura de um povo. Mas Lobato também sabia que não bastava publicar. Era preciso levar o livro até o leitor.
Ao comprar a Revista do Brasil, dando início à atividade de editor, contabiliza apenas cinqüenta livrarias em todo o Brasil, oferecendo, em geral, obras mal editadas, mal traduzidas, com capas pouco atraentes.
Para mudar esse quadro, Lobato investe num sistema agressivo e inédito de mala direta e venda por consignação através de agentes autônomos e pequenas empresas espalhadas pelo interior do Brasil. E, acreditando que o livro deve ser tratado como mercadoria, contrata artistas para melhorar sua apresentação, importa maquinário gráfico moderno e faz uma escolha criteriosa de títulos.
As vendas aumentam, os negócios prosperam e suas empresas passam por sucessivas ampliações. No início dos anos 1920, Monteiro Lobato transforma-se no maior e mais ousado editor do país, responsável por uma verdadeira revolução no setor.
cbn_passeioliterario23) Local onde existia a casa onde nasceu o poeta Alvarez de Azevedo, hoje um prédio leva o seu nome: ( fonte Wikipedia)

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Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo, em 1847, para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde, desde logo, ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental.[4]

Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos.

Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 21 anos.[5]

A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla) e Lira dos vinte anos

Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset.

Figura na antologia do cancioneiro nacional. Foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário foram em 1994 e 2001. É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras

4) Instituto Geográfico de SP, onde Euclides da Cunha  ( Jornalista, Historiador e escritor) fez a primeira leitura de “Os Sertões”
cbn_passeioliterario5(fonte wikipédia)

Os Sertões é um livro brasileiro, escrito por Euclides da Cunha e publicado em 1902.

Trata da Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha presenciou uma parte desta guerra como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, e ao retornar escreveu um dos maiores livros já escritos por um brasileiro. Pertence, ao mesmo tempo, à prosa científica e à prosa artística. Pode ser entendido como um obra de Sociologia, Geografia, História ou crítica humana. Mas não é errado lê-lo como uma epopeia da vida sertaneja em sua luta diária contra a paisagem e a incompreensão das elites governamentais.

O crítico literário Alexei Bueno considera Os Sertões uma das três grandes epopeias da língua portuguesa, podendo ser comparada à Ilíada — assim como Os Lusíadas podem ser comparados à Eneida e Grande Sertão: Veredas, à Odisseia.

5) Faculdade de Direito São Francisco , onde estudaram mais de 100 escritores, entre eles Castro Alves, Rui Barbosa, Alvarez de Azevedo, Monteiro Lobato …. na foto busto de Alvarez de Azevedo que foi recuperado pelos alunos da faculdade… o Busto ficava em outra praça depois de uma longa campanha dos alunos  ele foi conduzido ao local que esta…
cbn_passeioliterario76) Rua Libero Badaró, “Garçoniere de Oswald de Andrade”  segundo o livro “O perfeito Cozinheiro deste Mundo” que era o livro de notas da Garçoniere ela ficava no número 67,  hoje supostamente 89 , com a renumeração do local… ( foto prédio branco e azul  a esquerda)

cbn_passeioliterario97)  Viaduto do chá, ao fundo Teatro Municipal e atráz antigo Hotel Esplanada ( sede da Votorantin desde os anos 40) , no Hotel morava Oswald de Andrade . Fizemos a leitura de “Balada do Esplanada”  poesia de Oswald de Andrade que nos anos 80 foi musicada pelo Cazuza.
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8) Barão de Itapetininga, em frente a casa onde viveu e Morreu Monteiro Lobato… o corpo foi velado na Biblioteca Mario de Andrade e mais de 1 milhão de pessoas acompanharam o enterro até o cemitério da consolação.
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9)  na Barão de Itapetininga , em frente a galeria Califórnia ( Projeto de Oscar Niemayer) e em frente ao Prédio onde foi a Confeitaria Vienense, que foi a confeitaria mais chique de São Paulo com direito a Piano de Cauda e violino, era ponto de encontro da elite e dos escritores… também funcionava a escola de etiqueta mais famosa da cidade , frequentado pela elite paulista que pertencia a Madame Possos Leitão… O Prédio fará 100 anos em 2013.
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10)  Largo do Paissandu ,  em frente ao largo Mario de Andrade viveu quando criança, ali fica até hoje o Ponto Chique ( inventou o Bauru) foi ponto de encontros de escritores… e também cenário do poema de Mario de Andrade ” Quando eu Morrer”  onde ele pede para enterrar partes do seu corpo por lugares no centro de SP, no largo do paissandu ele pede para enterrar o Sexo dele… Porque será?  A gente só conta la no largo do Paissandu…

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